sábado, 18 de setembro de 2010

No f*cking love!


Numa noite um rapaz encontra uma rapariga sentada num banco de jardim. Chorava com um telemóvel nas mãos. A partir daí o objectivo daquele rapaz era fazê-la rir a qualquer custo. Tropeçou, foi contra postes, recitou sketches dos Monty Pythons, até que por fim conseguiu arrancar-lhe um sorriso.
"Fazes-me rir."
Se num dia riu, noutro despiu. E foi então que uma vez, esse rapaz, acordou em sua cama e a rapariga lá não estava. Em cima da mesma cabeceira estava um papel que dizia: "Tu fizeste-me rir, mas ele faz-me chorar."

segunda-feira, 19 de julho de 2010

sábado, 17 de julho de 2010

Palavra de Honra


A caminho da essência eu verifico a cadencia
Da matéria que se mostra mim livre de regência
Mato a dor de sentir demais, de amar demais, de pisar demais
Em convenções fundamentais
Encho a cabeça mas não há carga nos contentores
Digo olá aos meus amores, bem-vindas novas cores
Da utopia eu crio filosofia todo o dia quando a apatia
Senta no meu colo e arrelia
Eu faço a liturgia da verdadeira alegria
Musica nos meus ouvidos agua benta em benta pia
A caminho com prudência eu não esqueço a violência
Que levou alguns dos melhores da minha existência
Mata a saudade de curtir demais,de tirar demais, de pisar demais
Em convenções fundamentais
Eu uso o tacto pra trazer a agua da minha fonte
Hoje em dia nem sequer preciso atravessar a ponte
Tenho a palavra escrita a tinta negra na minha pele
Menina dos meus olhos, doce como o mel
Palavra puxa palavra põe-me disponível pra amar
Tudo aquilo que me seja sensível
E não são poucos aqueles que eu quero sem sequer os poder ver
Foi tanto o que me deram para nunca mais esquecer
Palavra de honra, guardo a palavra no meu bolso
Na parede, no conforto de uma cama de rede
Palavra de honra

(R)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Haverá mais...?


Pois então, porquê tamanha traição?
Não é só a beldade, vai para além de qualquer explicação racional
É natural, ou antes sobrenatural
não sei o que se passa mas não quero chegar ao final deste filme antes da cena de amor, pode ser? Por favor, por favor, por favor...
Será que sim, será que não, será que são, será questão?
Carregaram no play: porra, merda, foda-se!
Tou a um palmo de distância dela, porra, merda, foda-se!
Como é que eu me safo desta? porra merda, foda-se!
Porra merda foda-se, porra merda foda-se....
“Tem calma mano tem calma mano tem calma mano tem calma mano tem calma mano tem calma mano tem calma mano tem calma mano tem calma mano tem calma mano tem calma mano tem calma mano”
E assim foi , a calma manteve-se, eles ficaram quietos.. apesar de toda aquela vontade de se mexerem..

quarta-feira, 14 de julho de 2010


“Não te preocupes… sou muito boa naquilo que faço”,disse Ela numa voz dengosa mas segura, desapertando o fecho das calças devagar, firmemente, enquanto o olhar dele não descolava das últimas quatro linhas de coca no cd de DAFT PUNK em cima da mesa da sala. As ideias atropelavam-se no raciocínio acelerado: “podia dar só mais um cheiro, merda, apetece-me, mesmo, mesmo. Mas pode cortar-me a tesão, quando é demais a coca também pode dar para isso, e até que estou fixe, estou fixe, estou mesmo fixe, um bom broche é quase sempre o princípio de uma boa foda, sabe Deus há quanto tempo não dou uma de jeito, pelo menos de que me lembre, Ela diz que é boa naquilo que
faz e quem sou eu para duvidar? Relaxa e aproveita”, pensou Ele. Deu um golo que matou o que restava da cerveja que tinha numa mão, enquanto
afagava os cabelos dela com a outra. Definitivamente, ela era boa
naquilo que fazia. Brincou um pouco com a língua na cabeça da pissa e depois deixou-a deslizar suavemente por inteiro para dentro dela, de uma só vez. A expressão “foder-te a boca toda” materializava-se da maneira menos provável, mas, imediatamente a seguir, sacou-a de forma quase brusca. Ele soltou um gemido misto de dor e surpresa: ela pôs o indicador nos lábios e sussurrou “shhhhhhhh”… Voltou à carga. Pretendia levar o seu tempo. Ao lado do cd, um dos telemóveis
que estavam em cima mesa vibrou, o que lhe fez voltar a pensar na branca.
Se desse um risco de coca, o mais certo era dar o resto numa questão de minutos, mas ainda deviam ser umas quatro da manhã, o que significava que pelo menos dois dos seus dealers deviam estar na ronda, e bastava um sms para um deles passar lá por casa. “Não, mano, não, mano - vai ser um desperdício de tempo e dinheiro, é sempre a mesma merda, daqui já não passas, já vais na segunda grama, não é que ainda vás curtir muito mais,
e ainda te arriscas a ficar pelas entradas”. Ela chupava agora a sua pissa dura ritmadamente, nem muito devagar nem demasiado rápido, salivando apenas o suficientemente necessário para tornar a sua boca um receptáculo húmido, quente, confortável. Este poderia ser de facto o princípio de uma excelente foda. O telemóvel voltou a vibrar. Ele desconcentrou-se e veio-se dentro da boca dela sem o prever. Antes de dizer qualquer coisa, levantou-se do sofá, deu dois riscos de seguida e pegou no telemóvel: “Onde andas?”, escreveu para dois números. Posou o telefone e estendeu lhe a palhinha “Dás uma linha?” Ela esboçou uma tentativa de sorriso, acendeu um cigarro e acenou afirmativamente: “Sim, apetecia-me uma coisa boa, agora.”

terça-feira, 13 de julho de 2010

Labios De Vinho


Escrever neste momento esta a custar demasiado. Pegou no telefone e ligou para ela..
Ela- Sabes que horas é que são?!
Ele- São horas de passares em minha casa…
- São três da manhã, meu cabrão. Já estava a dormir. O que é que queres?
- Não consigo escrever.
- E o quê que eu tenho a ver com essa merda?
- Às tantas podias inspirar-me...
- Ah é? Então e a outra puta que anda a parasitar pela tua casa
não serve para isso?
- Quem, a Ana?
- Sei lá o nome dessa cabra!
- A Ana é apenas uma miúda que gosta do que eu escrevo, mais nada.
Já não aparece cá há uns tempos.
- Não sabia que andavas a escrever com a pila.
- Deixa-te disso, anda lá, meti agora mesmo umas garrafas no congelador.
- O quê, da tua bebida rasca? Além disso, tenho estado com o Adriano.
- Porra, com o Adriano? Esse pedante de merda?!!
- Ao menos trata-me bem.
- E fode-te bem?
- Mas quem és tu para falar disso? Andas a beber demais, puto,
qualquer dia desapareces, evaporas.
- Whatever, cabra.
- Cabra?
- Espera aí... o telefone deve estar a fazer eco.
- Vai mas é beber até te vomitares todo! Devias era sufocar no meio
do vómito, meu cabrão!
- Ao menos ainda consigo fazer alguma coisa de jeito.
- O quê, falar da merda que fazes?
- Yah… Disso e de cabras como tu. A merda inspira-me. Podes crer.
Só mais uma coisa: a Ana faz broches bem melhores que os teus.
- Imagino, deve ter boca de bebé, mesmo à tua medida, né?
- Yah… E o rabo também, ao contrário do teu, é bem apertado, como eu gosto.
O puto desligou o telefone, abriu uma garrafa, já fresca, e começou
a escrever. Sentia-se bem e capaz de escrever durante horas e horas a fio.