
“Não te preocupes… sou muito boa naquilo que faço”,disse Ela numa voz dengosa mas segura, desapertando o fecho das calças devagar, firmemente, enquanto o olhar dele não descolava das últimas quatro linhas de coca no cd de DAFT PUNK em cima da mesa da sala. As ideias atropelavam-se no raciocínio acelerado: “podia dar só mais um cheiro, merda, apetece-me, mesmo, mesmo. Mas pode cortar-me a tesão, quando é demais a coca também pode dar para isso, e até que estou fixe, estou fixe, estou mesmo fixe, um bom broche é quase sempre o princípio de uma boa foda, sabe Deus há quanto tempo não dou uma de jeito, pelo menos de que me lembre, Ela diz que é boa naquilo que
faz e quem sou eu para duvidar? Relaxa e aproveita”, pensou Ele. Deu um golo que matou o que restava da cerveja que tinha numa mão, enquanto
afagava os cabelos dela com a outra. Definitivamente, ela era boa
naquilo que fazia. Brincou um pouco com a língua na cabeça da pissa e depois deixou-a deslizar suavemente por inteiro para dentro dela, de uma só vez. A expressão “foder-te a boca toda” materializava-se da maneira menos provável, mas, imediatamente a seguir, sacou-a de forma quase brusca. Ele soltou um gemido misto de dor e surpresa: ela pôs o indicador nos lábios e sussurrou “shhhhhhhh”… Voltou à carga. Pretendia levar o seu tempo. Ao lado do cd, um dos telemóveis
que estavam em cima mesa vibrou, o que lhe fez voltar a pensar na branca.
Se desse um risco de coca, o mais certo era dar o resto numa questão de minutos, mas ainda deviam ser umas quatro da manhã, o que significava que pelo menos dois dos seus dealers deviam estar na ronda, e bastava um sms para um deles passar lá por casa. “Não, mano, não, mano - vai ser um desperdício de tempo e dinheiro, é sempre a mesma merda, daqui já não passas, já vais na segunda grama, não é que ainda vás curtir muito mais,
e ainda te arriscas a ficar pelas entradas”. Ela chupava agora a sua pissa dura ritmadamente, nem muito devagar nem demasiado rápido, salivando apenas o suficientemente necessário para tornar a sua boca um receptáculo húmido, quente, confortável. Este poderia ser de facto o princípio de uma excelente foda. O telemóvel voltou a vibrar. Ele desconcentrou-se e veio-se dentro da boca dela sem o prever. Antes de dizer qualquer coisa, levantou-se do sofá, deu dois riscos de seguida e pegou no telemóvel: “Onde andas?”, escreveu para dois números. Posou o telefone e estendeu lhe a palhinha “Dás uma linha?” Ela esboçou uma tentativa de sorriso, acendeu um cigarro e acenou afirmativamente: “Sim, apetecia-me uma coisa boa, agora.”
fogo... esse texto faz-me lembrar a má vida.
ResponderEliminarnão, não, faz me lembrar antes, sexo sem amor xD
tás lá xuxu